Os tapetes coloridos que decoram as ruas durante as celebrações religiosas têm uma história que remonta a Portugal, onde essa tradição começou. Durante o período colonial, essa prática foi trazida para o nosso país. Os tapetes são feitos de materiais simples como serragem, sal, pó de café, areia, cascas de ovos e até tampinhas plásticas. Cada um deles contém representações de passagens bíblicas, símbolos da Eucaristia e histórias da vida de Cristo.
Esses tapetes não são apenas uma expressão artística, mas também carregam significados profundos de fé e devoção. As cores e os desenhos têm relevância que vai além da simples estética, refletindo temas sagrados e ensinamentos religiosos.
Para os católicos, a confecção dos tapetes é uma maneira de reviver um momento importante da história, a entrada de Jesus em Jerusalém. Naquela ocasião, as pessoas cobriam as ruas com mantos e ramos para dar boas-vindas ao Messias. Durante a procissão de Corpus Christi, que é uma festa de grande importância na Igreja Católica, os fiéis caminham sobre esses tapetes enquanto um sacerdote carrega o ostensório, um objeto sagrado onde está exposta a hóstia consagrada, que representa Jesus Cristo.
Essas tradições fortalecem a comunidade e a espiritualidade dos participantes, conectando-os à sua fé e à história da Igreja.
