Ana Paula Renault atrai fãs eufóricos em painel no SP2B

A vencedora do Big Brother Brasil, Ana Paula Renault, atraiu uma multidão de fãs eufóricos para sua mesa no SP2B nesta sexta-feira. No palco Bespoke, a ex-BBB parecia uma diva pop, segundo o público presente. Horas antes do bate-papo, admiradores da jornalista já formavam uma fila extensa para garantir bons lugares.
Renault conversou com quatro empreendedores da moda: Daniela Lima, da Nega Lora Acessórios, Julia Maria, da Ser'Tão Encantado, Cristiano Bronzatto, da Louloux Shoes, e Juliana Detilio, da Fitlegs. O papo mostrou como cada um aumentou as vendas e o número de seguidores com a participação e o sucesso de Renault no reality.
Bronzatto contou que um sapato de sua marca esgotou após a jornalista arremessar o modelo em outro participante durante o programa. Outras peças viralizaram sem precisar de briga, como um lenço da Ser'Tão Encantado que a sister usava no programa.
"A Globo pôs um holofote em cima de todos nós, eu me incluo", disse Renault. "Mas se não fossem o talento e o trabalho árduo que vocês sempre praticaram, nada teria ido para frente ou alcançado esses números maravilhosos que vocês conseguiram."
"Estou vestindo todas as marcas que vão estar aqui", anunciou a ex-BBB ao pisar no palco, recebida por gritos eufóricos do público, algo inédito nos outros painéis do festival. Ela também relembrou apelidos que ganhou dos brothers, como "bruxa" e "feiticeira", e as brigas que a tornaram um ícone da edição.
Relações humanas e vício em telas
Mais cedo, a psicanalista Carol Tilkian, colunista do jornal, participou de um bate-papo com Juliana Sawaia, cientista e consultora, e Carol Romano, uma das fundadoras da Futuro. No espaço Beginning, elas falaram sobre as relações humanas na era contemporânea, abordando trabalho, amor e o vício em telas.
"A gente está se relacionando menos. As pessoas querem relações, mas não querem se relacionar", afirmou Tilkian. "Existe um medo de não ser bom o suficiente para o outro, seja para um parceiro romântico, familiar ou de trabalho. Estão trazendo a lógica produtiva para as relações pessoais."
A psicanalista disse que "em uma época de canetinhas emagrecedoras, as pessoas também não querem pesar as relações". Ou seja, evitam desabafar sobre insatisfações, o que pode gerar problemas a longo prazo. Segundo ela, o vício em telas piora o quadro, pois há tendência de comparação constante e dificuldade de concentração até em conversas com quem amamos.
Geração Z e mercado de trabalho
No horário de almoço, um debate sobre a relação da geração Z com o mercado de trabalho lotou o espaço Beyond. Estavam no palco Mari Galindo, autora de "GenZ: A Geração Não Óbvia" e fundadora da Nice House, e Felipe Zanucci, executivo do LinkedIn. O painel discutiu os estereótipos ligados aos nascidos entre 1995 e 2010.
Desde que parte dessa geração começou a trabalhar, popularizou-se a ideia de que ela seria arrogante e preguiçosa. A percepção surge de um choque geracional sobre o que é negociável, segundo Galindo. A escritora afirmou que, ao contrário de gerações anteriores, a Z tende a adaptar o esforço profissional ao contexto. "'Vestir a camisa da empresa' ganhando salário mínimo? Não, se o salário é mínimo, o esforço vai ser mínimo também."
Ela explicou que essa geração migra de emprego com frequência porque não vê permanência como sinônimo de sucesso. O mesmo vale para cargos de liderança, que não são o principal objetivo. Fatores como reconhecimento e remuneração têm mais peso. "A geração Z quer pagar as contas, não que o trabalho seja o centro da vida dela", disse.
Galindo enfatizou que muitos estereótipos são reducionistas, por ignorarem individualidades e desigualdade social. "No Brasil, muita gente nem tem a opção de não trabalhar. Nas periferias, tem quem começa a ajudar em casa com nove anos", afirmou. "Mais de 25% da população brasileira é gen Z. Não dá para generalizar."
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