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Ato na Praça Sete em BH protesta contra ação dos EUA na Venezuela

Uma convocação para manifestações em todo o país foi organizada em resposta à recente ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro. Em Belo Horizonte, o ato está marcado para a próxima segunda-feira, dia 5 de janeiro, às 16h30, na Praça Sete. O evento é promovido pelo Partido dos Trabalhadores (PT), pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e por vários movimentos sociais.

O deputado federal Rogério Correia, do PT de Minas Gerais, anunciou a manifestação em suas redes sociais. Ele caracterizou a ação dos EUA como “terrorismo” e um “sequestro de Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores,” alertando que isso pode estar ligado a interesses relacionados ao petróleo e à soberania da Venezuela. Em um vídeo publicado no Instagram, o deputado pediu uma resposta internacional e se referiu a Donald Trump, fazendo comparações com ações históricas de Hitler. Segundo Correia, se Trump não recuar, ele pode intensificar sua abordagem, semelhante ao que ocorreu na Europa durante a Segunda Guerra Mundial.

A manifestação em Minas Gerais surge após uma divisão de opiniões entre os parlamentares da Assembleia Legislativa do Estado. Aqueles que compõem a oposição ao governo do estado, liderado por Romeu Zema do Novo, criticaram a atitude dos EUA, considerando-a uma violação da soberania da Venezuela. Por outro lado, deputados da base aliada ao governo expressaram apoio à ação militar, interpretando como um passo para o fim do regime de Maduro. Um dos líderes da base chegou a afirmar que, após a derrubada de Maduro, o próximo passo seria a queda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na madrugada de sábado, o governo dos Estados Unidos, sob a administração de Trump, iniciou ataques na Venezuela com a justificativa de combater o narcoterrorismo. As autoridades americanas informaram que a operação resultou na captura de Maduro e Cilia, que já estariam em Nova York. Essa ação provocou um aumento da tensão entre Washington e Caracas, levantando preocupações sobre a instabilidade na América do Sul, uma região que historicamente busca se manter como uma zona de paz, evitando intervenções militares de fora.