A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) teve um prejuízo líquido de R$ 721,2 milhões no quarto trimestre de 2025. Esse valor é mais de oito vezes maior que o prejuízo de R$ 84,9 milhões registrado no mesmo período de 2024, o que representa uma alta de 748%.
Considerando todo o ano de 2025, o prejuízo líquido ficou em R$ 1,50 bilhão. Em comparação com o prejuízo de R$ 1,53 bilhão de 2024, houve uma pequena redução de 2%.
A empresa explicou que o resultado do trimestre foi afetado pela ociosidade operacional e por perdas de estoque. Esses problemas estão ligados à parada de um alto-forno durante o período.
Em relação ao resultado anual, a estabilidade no prejuízo, comparado ao ano anterior, veio de uma melhora nos segmentos de mineração e logística. Essa melhora compensou em parte os efeitos não recorrentes citados pela companhia.
Os números foram divulgados na noite de quarta-feira (11). A receita líquida no último trimestre de 2025 foi de R$ 11,4 bilhões. Esse montante representa uma queda de 5,2% frente aos R$ 12,0 bilhões do quarto trimestre de 2024.
No acumulado do ano, a receita líquida totalizou R$ 44,7 bilhões. O valor é 2,5% maior que os R$ 43,6 bilhões registrados em 2024.
O Ebitda, que é o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, ficou em R$ 1,52 bilhão no quarto trimestre. O resultado é 32,5% menor que os R$ 2,2 bilhões do mesmo trimestre do ano passado.
No ano inteiro de 2025, o Ebitda da CSN alcançou R$ 8,7 bilhões. O número representa um crescimento de 10,4% sobre os R$ 7,9 bilhões de 2024.
Em outra notícia de resultados trimestrais, a Brava Energia reportou um prejuízo de R$ 588 milhões no quarto trimestre. O valor significa uma queda de 43% em relação ao período equivalente do ano anterior.
