O dólar comercial abriu esta sexta-feira, 9 de abril de 2026, cotado a R$ 5,04. O mercado de câmbio funciona no Brasil das 9h às 17h, no horário de Brasília.
A taxa de câmbio é influenciada por fatores da economia brasileira e também internacional. O mercado dos Estados Unidos e de nações como China, Rússia e os países da União Europeia têm forte impacto na valorização ou desvalorização do real frente ao dólar.
O preço da moeda americana registra queda após o anúncio de um acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, feito na terça-feira, dia 7. Ainda que uma paz definitiva seja incerta, os rumos do conflito têm reflexo na cotação.
Projeção para 2026
Após acumular queda de 11,2% ao longo de 2025, a perspectiva para o dólar em 2026 é de alta, segundo o Boletim Focus do Banco Central. O relatório aponta que a moeda deve fechar este ano cotada a R$ 5,50.
Porém, especialistas têm visão diferente da projeção oficial. O professor Mauricio Weiss, do Programa de Pós-graduação profissional em Economia da UFRGS, diz que é muito difícil prever a trajetória da moeda devido à grande quantidade de fatores que influenciam o câmbio. Ele avalia que o cenário é outro.
— A tendência seria para uma manutenção ou apreciação do real frente ao dólar, afirma Weiss.
Segundo a colunista Marta Sfredo, dois fatores devem levar a maior instabilidade no câmbio em 2026. O primeiro é a previsão de troca na presidência do Federal Reserve, o banco central americano, em maio.
— A possibilidade de mudança no Fed e não só mudança, mas a ingerência de Trump sobre o Fed é um motivo de incerteza, analisa o professor. Quando há aumento de incerteza global, mesmo quando o problema é nos Estados Unidos, as pessoas fogem para o dólar porque é a moeda-chave do sistema financeiro internacional.
O segundo fator são as eleições brasileiras de outubro. O mercado financeiro costuma reagir a pesquisas de intenção de voto e também a declarações dos candidatos.
Histórico recente
O crescimento do valor do dólar em 2024 foi o maior desde 2020, primeiro ano da pandemia de covid-19. A moeda americana atingiu a marca de R$ 6 pela primeira vez em novembro daquele ano.
Em 2025, o câmbio no Brasil teve bons resultados. Isso ocorreu devido à elevada taxa básica de juros, a Selic, que estava em 15% em janeiro de 2026, e à queda da moeda americana frente a mercados emergentes em todo o mundo.
