sexta-feira, 09 de janeiro de 2026
Notícias de última hora

Exposição em BH revela a faceta médica de Juscelino Kubitschek

EM 9 DE JANEIRO DE 2026, ÀS 03:29

Juscelino Kubitschek, um dos principais políticos brasileiros do século XX, é o tema da exposição “Dr. Juscelino, o médico que pensou o Brasil”, que será aberta ao público nesta sexta-feira (9 de janeiro) no foyer do Teatro Feluma, situado na Alameda Ezequiel Dias, 275, no Centro. A mostra reúne fotos raras, cartas e documentos que revelam a trajetória do ex-presidente e seu trabalho como médico antes de entrar para a política.

Kubitschek, que se formou em medicina pela Faculdade de Medicina de Belo Horizonte em 1927, utilizava sua profissão para ajudar os mais necessitados. Ele compartilhou em suas memórias como se esforçava para garantir que pessoas carentes recebessem os medicamentos necessários, considerando isso uma forma de saldar dívidas que considerava antigas desde sua infância em Diamantina.

A exposição faz parte de um projeto maior, que inclui outras duas mostras em parceria com a Secretaria e a Fundação Municipal de Cultura, além da Casa de Juscelino em Diamantina. A primeira mostra, “Retratos de uma era: as fotos raras de JK”, está em exibição desde outubro na Casa Kubitschek, localizada na Pampulha. A terceira exposição, com inauguração prevista para fevereiro, abordará a relação de JK com Brasília.

O curador Fábio Chateaubriand destaca a importância de reconhecer Juscelino como médico, uma faceta pouco explorada da sua vida. Ele começou sua jornada profissional em Diamantina, onde chegou para trabalhar como telegrafista e estudar medicina. Durante sua formação, passou um tempo em Paris, onde se especializou em urologia. Sua experiência na medicina o acompanhou mesmo em momentos decisivos da história do país, como a Revolução de 1932, onde atuou como médico militar.

Mesmo depois de se tornar prefeito de Belo Horizonte em 1940, Juscelino continuou atendendo pacientes e chegou ao posto de tenente-coronel da Polícia Militar. A maneira como ele tratava as pessoas na medicina influenciou sua gestão política, que sempre esteve aberta ao diálogo com a população.

Serafim Jardim, que foi assistente de JK por nove anos até a morte do político em um acidente de carro em 1976, lembra de seu lado humano. Ele conta que viu o presidente chorar em momentos difíceis, como a morte de sua mãe e de sua irmã.

A Casa Juscelino, em Diamantina, que Jardim fundou em 1985, foi criada após um pedido de JK para que seu antigo lar fosse restaurado e transformado em um museu. O espaço seguirá ativo e será reciclado com a nova exposição prevista para fevereiro, que explorará a conexão de Juscelino com a construção de Brasília, um dos seus maiores legados.

A exposição “Dr. Juscelino, o médico que pensou o Brasil” ficará aberta ao público até o dia 7 de fevereiro, com entrada gratuita, disponível para visitação de quarta a sábado, das 16h às 19h.

Receba conteúdos e promoções