A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) reafirmou no início da tarde deste sábado, 30, que exerce controle total sobre a gestão do Estreito de Ormuz. As autoridades iranianas advertiram que qualquer tentativa de interferência por embarcações militares estrangeiras poderá resultar em ação direta das forças do país.
Em comunicado divulgado pelo Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, principal comando operacional da IRGC, Teerã declarou que a administração da rota marítima está sendo conduzida com plena autoridade pelas Forças Armadas da República Islâmica.
Segundo a nota, todos os navios, embarcações comerciais e petroleiros devem trafegar exclusivamente pelos corredores estabelecidos e obter autorização da Marinha da IRGC. O comando alertou que o descumprimento dessas regras poderá comprometer a segurança da navegação.
O comunicado também elevou o tom em relação à presença militar estrangeira na região. De acordo com o Khatam al-Anbiya, qualquer ação de embarcações militares destinada a interferir na gestão do Estreito de Ormuz ou a criar obstáculos ao tráfego marítimo “será alvo das Forças Armadas da República Islâmica do Irã”.
Mais cedo, autoridades de Omã emitiram um alerta após o avistamento de um objeto suspeito de ser uma mina naval em suas águas territoriais próximas ao estreito.
Contexto regional
O Estreito de Ormuz é uma passagem estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo. A região tem sido palco de tensões frequentes entre o Irã e potências ocidentais, especialmente os Estados Unidos.
A declaração iraniana ocorre em meio a um aumento das atividades navais na área do Golfo Pérsico. Nos últimos meses, houve registros de apreensões de petroleiros e incidentes de segurança que elevaram o alerta entre as nações da região.
Analistas apontam que a posição de Teerã visa reafirmar sua soberania sobre a via marítima, em um momento de negociações indiretas com os Estados Unidos sobre o programa nuclear iraniano. O governo iraniano sustenta que a segurança do estreito é responsabilidade exclusiva dos países da região.
