Portal Notícias BH»Insights»Jake Matthews: Tudo Acontece por uma Razão

Jake Matthews: Tudo Acontece por uma Razão

O lutador australiano Jake Matthews, veterano dos meio-médios do UFC, afirmou que não se prende a arrependimentos após a polêmica em sua última luta, contra Neil Magny. O combate, realizado em 2025, teve um desfecho confuso quando Matthews aplicou um mata-leão montado e o árbitro Marcos Perdios interveio, acreditando que Magny havia desmaiado. A luta foi interrompida e Matthews chegou a comemorar a vitória, mas o árbitro depois declarou que o round havia terminado e a luta continuaria.

Matthews acabou perdendo por finalização no terceiro round. Em entrevista antes de sua luta deste fim de semana contra Carlston Harris, em Macau, o australiano disse que, em retrospecto, gostaria de ter protestado na hora. “Eu deveria ter sentado no chão e dito ‘Não, podem me desqualificar, mas vou protestar’. Mas somos lutadores: nos mandam continuar, e a gente continua”, afirmou.

Apesar do ocorrido, Matthews afirma que não deixa o episódio afetar sua vida ou carreira. “Não tenho uma máquina do tempo. Não vou ficar remoendo. Isso seria um prejuízo para minha vida familiar e para a próxima luta”, disse. Ele atribui essa capacidade de superação à sua fé. Convertido ao islamismo em 2023, o lutador de 32 anos diz que acredita que “tudo acontece por um motivo”.

“Se eu estava destinado a lutar neste card, um oponente apareceria. Se não, não apareceria. Isso me dá muito menos estresse”, explicou. Inicialmente, Matthews enfrentaria Muslim Salikhov, mas o adversário se lesionou. Carlston Harris foi então escalado para substituí-lo.

Matthews também comentou a diferença que a fé trouxe para sua rotina durante as semanas de luta. “Muitos lutadores falam sobre noites sem dormir, estresse com o resultado. Eu sei que vou dar cem por cento e o resto está nas mãos de Deus. Até uma derrota pode levar a coisas boas no futuro”, concluiu.

Trajetória no UFC

Jake Matthews estreou no UFC em 2014, após participar do reality show The Ultimate Fighter: Nations. Desde então, o australiano construiu uma carreira sólida na divisão dos meio-médios, acumulando vitórias sobre nomes como Emil Weber Meek, Diego Sanchez e Chidi Njokuani. Seu cartel no UFC é de 12 vitórias e 8 derrotas.

Carlston Harris, da Guiana, também é um veterano da organização. Com 8 vitórias e 2 derrotas no UFC, ele busca se recuperar de uma derrota para Gabriel Bonfim em 2024. O combate deste fim de semana marca a primeira vez que Matthews luta em um evento do UFC na Ásia.