Na manhã de sexta-feira, 2 de janeiro, um visitante da Avenida Otacílio Negrão de Lima, que fica na Região da Pampulha, em Belo Horizonte, presenciou uma cena curiosa: um casal se beijava enquanto tomava banho nas águas da lagoa. Além deles, uma terceira pessoa também estava se refrescando no local.
Embora a cena pareça romântica, é importante destacar que o banho na Lagoa da Pampulha é arriscado. Isso ocorre porque as águas do local são consideradas impróprias para nadar. A prática de nado é proibida, justamente devido à qualidade da água.
Atualmente, as águas da lagoa são classificadas como Classe 3, segundo a resolução 357/2005 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Essa classificação indica que, embora não haja poluição visível, a água ainda não é segura para o consumo humano.
Nos últimos anos, no entanto, houve melhorias na qualidade da água da Lagoa da Pampulha. Em 2025, a barragem voltou a ser navegável, uma atividade que estava suspensa desde 1968. Desde dezembro do último ano, a Prefeitura de Belo Horizonte passou a oferecer passeios de barco na lagoa, utilizando uma embarcação chamada Capivarã. Essas mudanças indicam um esforço para revitalizar a lagoa e torná-la um espaço de lazer seguro para a população.