O jornalista José Antônio Rebelo Alves, conhecido como Zé Antônio, morreu neste domingo. Ele deixa uma marca na memória de colegas de profissão em Brasília, especialmente entre jornalistas que conviveram com ele na redação do Correio Braziliense.
Zé Antônio era português de origem, mas tinha um comportamento que lembrava o jeito carioca. Quem o conhecia destaca o humor e a ironia que ele levava para qualquer conversa. Amigos contam que era difícil estar perto dele sem rir.
Ele e o autor do texto chegaram a Brasília na década de 1980. Zé Antônio veio do Rio de Janeiro. O autor veio da Paraíba. Os dois trabalharam juntos por muitos anos no Correio Braziliense. Zé Antônio começou como repórter. Depois, foi subeditor de esportes.
Uma das lembranças mais fortes dessa parceria foi a cobertura da Copa do Mundo de 1990, na Itália. O autor do texto descreve aqueles dias como intensos e históricos. Ele afirma que Zé Antônio tinha um talento para encontrar notícias, com rapidez e sensibilidade.
Zé Antônio também participava do grupo de jornalistas “Filhos da Pauta”. Sua presença no grupo era motivo de alegria. Amigos dizem que uma simples mensagem dele já mudava o ambiente, trazendo de volta o clima das antigas redações.
Ele estava internado em uma UTI, lutando contra um câncer. A notícia da morte foi dada pela jornalista Eneila Reis, à 0h09 deste domingo. Para quem conviveu com ele, a perda é grande. O autor do texto afirma que o jornalismo brasileiro perde um profissional brilhante e ele perde um amigo.
