Zelensky demite ministro da Defesa após seis meses

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, demitiu o ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, após seis meses no cargo. Fedorov, de 35 anos, é especialista em tecnologia digital e conquistou apoio de ucranianos e aliados ocidentais por usar tecnologias modernas para enfrentar a Rússia e combater a corrupção.
Na noite de quarta-feira, após dias de rumores sobre sua saída, Fedorov publicou uma mensagem de despedida nas redes sociais. Ele listou 22 realizações, como a desativação do serviço de internet Starlink, de Elon Musk, para os russos e a implementação de processos de licitação para compra de equipamentos militares, como projéteis de artilharia, drones e caminhonetes.
A demissão gerou críticas entre os ucranianos, que atribuem a Fedorov os esforços de modernização das Forças Armadas. Planos de protestos contra a decisão circularam rapidamente pelas redes sociais na noite de quarta-feira, enquanto a Rússia lançava uma onda de ataques aéreos contra a Ucrânia.
Contexto da guerra na Ucrânia
A guerra na Ucrânia começou em fevereiro de 2022, quando a Rússia invadiu o país. Desde então, o conflito já causou milhares de mortes e destruição em várias regiões. A Ucrânia recebe apoio militar e financeiro de países ocidentais, como Estados Unidos e membros da União Europeia, para resistir ao avanço russo.
Em 2024, a guerra continua com ataques aéreos frequentes e combates no leste e sul do país. A Ucrânia busca fortalecer suas forças armadas com tecnologia moderna, incluindo drones e sistemas de comunicação, para enfrentar as tropas russas. A demissão de Fedorov ocorre em meio a esses esforços de modernização.
A Rússia mantém pressão militar, com bombardeios contra infraestrutura civil e militar. A comunidade internacional acompanha de perto os desdobramentos do conflito, que já dura mais de dois anos sem previsão de fim.


