sexta-feira, 09 de janeiro de 2026
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Hospitais filantrópicos recebem 25% dos repasses e temem crise

EM 7 DE JANEIRO DE 2026, ÀS 14:30

A Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de Minas Gerais (Federassantas-MG) está preocupada com o atraso nos pagamentos da Prefeitura de Belo Horizonte aos hospitais que atendem 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Até esta terça-feira, apenas 25% da dívida total havia sido quitada, segundo a entidade.

Hospitais como a Santa Casa BH, o Hospital São Francisco, a Rede Mário Penna, o Hospital Sofia Feldman, o Hospital da Baleia e o Hospital Universitário Ciências Médicas se encontram em uma situação delicada. A falta de pagamentos tem comprometido a compra de insumos e a contratação de serviços, criando um risco real de colapso financeiro e assistencial. De acordo com a Federassantas-MG, algumas unidades já enfrentam dificuldades para honrar a folha de pagamento de seus funcionários.

Em levantamento realizado no final do ano passado, a dívida da Prefeitura com essas instituições atingia cerca de R$ 100 milhões. A última atualização trouxe a informação de que, mesmo após o pagamento parcial, as dificuldades financeiras persistem. A falta de clareza sobre os critérios utilizados para este pagamento parcial deixou algumas instituições em situação crítica, mesmo com o repasse realizado.

Para discutir essa situação, a Secretaria Municipal de Saúde convocou uma reunião emergencial com a Federassantas-MG e os diretores dos hospitais, marcada para amanhã. A expectativa é que o encontro traga soluções concretas sobre o pagamento dos débitos pendentes e sobre a regularização dos repasses financeiros.

Os hospitais reafirmaram seu compromisso com o SUS, mas alertaram que não podem absorver mais atrasos. A situação já está impactando a operação desses serviços e, consequentemente, a população que depende deles. Os hospitais também enfrentam dificuldades no abastecimento devido à inadimplência com fornecedores, o que aumenta a gravidade do cenário.

A Prefeitura de Belo Horizonte foi contatada para comentar a situação, mas ainda não respondeu. Em uma declaração anterior, a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que realiza os repasses de acordo com a disponibilidade orçamentária, e que eventuais atrasos na transferência de recursos da União e do Estado afetam diretamente a capacidade financeira municipal.

Dessa forma, os hospitais e a Federação esperam uma solução rápida para essa situação, fundamental para a continuidade dos atendimentos à população.

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