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Israel contesta plano de Trump para Gaza e cita riscos

Por Portal Notícias BH · · 2 min de leitura
Israel contesta plano de Trump para Gaza e cita riscos
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Israel informou nesta segunda-feira (3) que comunicou aos Estados Unidos suas ressalvas sobre o plano para Gaza apresentado pelo presidente americano, Donald Trump. A declaração ocorre enquanto o Exército israelense segue com bombardeios no território palestino, após o Hamas ter aceitado se desarmar.

A situação evidencia um novo distanciamento entre Trump e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Netanyahu enfrenta uma disputa eleitoral em outubro e tenta reforçar sua proximidade com o presidente americano.

O gabinete de Netanyahu pediu que o Hamas apresente um desarmamento mais claro. Na sexta-feira, o grupo disse que entregaria as armas, conforme o plano de Trump para encerrar a guerra, que inclui a saída gradual das tropas israelenses de Gaza.

“Israel transmitiu suas observações e preocupações sobre o plano proposto às nossas contrapartes americanas. A versão que foi tornada pública não reflete as posições de Israel”, afirmou Doron Spielman, porta-voz do gabinete do primeiro-ministro, em resposta à AFP.

Spielman disse que os serviços de inteligência israelenses identificaram que o Hamas está se rearmando e recrutando desde o cessar-fogo anunciado por Trump em outubro de 2025.

O acordo de trégua reduziu a intensidade dos combates e dos bombardeios, mas Israel manteve ataques, afirmando que atinge combatentes do Hamas ou suas infraestruturas. Fontes em Gaza contestam essa justificativa.

Uma fonte em Gaza relatou à AFP que 19 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas desde domingo em “mais de 10 ataques efetuados por aviões de combate israelenses”. Desde o início da trégua, mais de 1.200 palestinos morreram na Faixa de Gaza, segundo autoridades locais. O Exército israelense diz ter perdido cinco soldados no período, além de um civil.

Trump classificou seu plano para Gaza como um “marco importante” para encerrar a guerra iniciada pelo ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023. Ele também disse à imprensa que Israel estava “muito satisfeito” com os desdobramentos.

O porta-voz de Netanyahu, por outro lado, afirmou que as ações do Hamas mostram que o grupo se preparava para “novos massacres do tipo de 7 de outubro”. Ele destacou que o plano do “Conselho de Paz” de Trump previa que Gaza se tornasse “uma zona desmilitarizada, desradicalizada, livre do terrorismo e que não representasse nenhuma ameaça para seus vizinhos”.

“Esta visão entra em contradição direta com a realidade atual e com as intenções declaradas do Hamas. O primeiro passo indispensável para qualquer acordo duradouro é a desmilitarização real, verificável e irreversível do Hamas”, declarou.

“Qualquer medida que não conduza a uma desmilitarização completa deixaria o Hamas em condições de voltar a ameaçar Israel”.

Uma fonte política israelense afirmou no fim de semana que o país, que mantém controle sobre a maior parte da Faixa de Gaza, não retiraria suas forças sem antes verificar o desarmamento do grupo palestino.

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