Passagens aéreas sobem 11,2% em maio e atingem R$ 632

O preço médio das passagens aéreas domésticas vendidas no Brasil subiu para R$ 632,53 em maio de 2026. O valor representa um aumento de 11,2% em comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
O encarecimento ocorre apesar das iniciativas do governo federal para conter os efeitos da alta do petróleo no setor. O preço do querosene de aviação (QAV) registrou alta de 68,5% no período, o que pressionou os valores finais das passagens.
As informações sobre tarifas aéreas domésticas são enviadas mensalmente pelas companhias aéreas à Anac. Os dados passam por um processo de validação técnica antes de serem divulgados.
Os números consideram a data de venda do bilhete e se referem apenas ao valor do transporte aéreo. Não estão incluídas taxas aeroportuárias ou outros encargos. A atualização monetária dos valores é feita pelo IPCA.
Impacto nos custos operacionais
A alta do querosene de aviação é um dos principais fatores que afetam os custos das companhias aéreas. O combustível representa uma parcela significativa das despesas operacionais do setor. A variação de 68,5% no preço do QAV no período analisado superou as medidas adotadas pelo governo para tentar amenizar o impacto no bolso dos consumidores.
Os dados da Anac mostram que, mesmo com a tentativa de controle, o repasse dos custos para o consumidor final foi inevitável. O aumento de 11,2% no preço médio das passagens reflete diretamente essa pressão sobre as empresas.


